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domingo, 23 de outubro de 2011

SISTEMAS DE INFORMAÇÃO HOSPITALAR por Fabrina de Souza Andrade Brandão.

 

FIJ - FACULDADES INTEGRADAS
DE JACAREPAGUÁ .
CURSO DE ENFERMAGEM .
TRABALHO DE INFORMÁTICA / RESUMO
CAP.02
SISTEMAS DE INFORMAÇÃO HOSPITALAR
.
AUTORES:
FABRINA DE SOUZA ANDRADE BRANDÃO.







Rio de Janeiro,2011




“ Profissionais mais atualizados têm maior chance de executarem ações mais eficientes e com menor chance de erros no processo da tomada de decisão.”
Heimar de Fatima Marin .





Sistemas de informação hospitalar
Aqueles que mais acesso ou facilidade de acesso e uso da informação possuem
são os que mais facilmente conseguem obter as características representativas
do mundo evoluído e civilizado no ponto de vista tecnológico.
Profissionais mais atualizados têm maior chance de executarem ações mais eficientes e com menor chance de erros no processo da tomada de decisão.
O tempo empregado na recuperação de alguma informação pode significar,
por exemplo, uma queda na qualidade de atendimento ao paciente, ou pior,
Uma tomada de decisão relativa ao tratamento e assistência errônea e eficiente.
Vislumbrando esta realidade, muitos diretores de hospitais e equipes responsáveis passaram a investir seus esforços na tentativa de organizar este crescente aumento no volume de informações, facilitando assim o armazenamento e a recuperação de todos os dados administrativos e assistências da instituição, bem como os dados oriundos dos pacientes atendidos.
Assim, o computador iniciou sua participação dentro das instituições de saúde.
Esta atividade foi direcionada para atender aspectos administrativos e gerenciais, como folha de pagamento, escala de funcionários, controle de estoque etc.
As informações mais importantes a serem acessadas pelos administradores que devem estar disponíveis em um sistema são; quais tratamentos cirúrgicos oferecem melhores condições? Quantos leitos livres possui a entidade a cada dia?
Tais dados são gerados de múltiplas fontes e um sistema informatizado hospitalar deve estar desenvolvido para auxiliar os planejadores.
É ainda através da documentação que o profissional de enfermagem poderá constatar onde sua ação causou diferença.
observa-se ainda assim que, de modo geral, o termo Sistema de Informação Hospitalar é comumente usado em referência aos distintos tipos de sistemas de computadores usados no campo da saúde .
Os enfermeiros avaliam o estado de saúde dos pacientes, planejam a assistência e administram os tratamentos.
Os administradores determinam a equipe necessária, gerenciam e controlam os suprimentos e estabelecem os custos dos serviços prestados.
Atualmente, pode-se dizer que hospital não possui sistema informatizado é um hospital que oferece assistência de modo precário.



Tipos de sistemas arquitetura
Os primeiros sistemas de informação introduzidos nos hospitais foram desenvolvidos, usando-se um computador central localizado em um setor especial.
O mundo atual requer esta condição, no entanto, os primeiros sistemas desenvolvidos sob a metodologia da centralização tiveram sua importância e possibilitaram novos investimentos, mostrando resultados, principalmente no controle financeiro.
O módulo a ser desenvolvido e implantado seja ATA-ADMINISTRAÇÃO, TRANSFERÊNCIA E ALTA DO PACIENTE, sendo portanto considerado como coração do sistema. Este módulo deve conter elementos de informações sobre o paciente onde deverão ser armazenadas, registros clínicos, controle da farmácia, plano de cuidados em enfermagem, laboratório, nutrição, radiologia, cirurgia, controle gerencial e financeiro, distribuição de funcionários, escalas de plantão e outros.







BIBLIOGRÁFIA :
Marin, Heimar de Fátima. Informática em Enfermagem / Heimar F. Marin. São Paulo: EPU, 1995. Pág. 1 – 21.

SISTEMA DE APOIO A DECISAO POR DNA IEDA.

 

  
Resumo do texto “Sistema de apoio à decisão”, do livro Marin, Heimar F. Informática em enfermagem. São Paulo: EPU, 1995, elaborado pelas alunas:

 Dayane Pereira,
Fabiana da Silva Hermínio,
 Ieda Vieira Franco Thomé,
 Maria de Jesus Jorge,
 Monique da Conceição dos Santos,
 Paula Roberta Freitas
 Priscila Gabriela Santos de Oliveira,


 do 4º período, do Curso de Enfermagem,
turma 3042, na disciplina Informática em Enfermagem,
da FIJ, tendo como orientadora a
Professora Bianca Dargam.







Rio de Janeiro,2011.



INTRODUÇÃO:
Desde o término da segunda guerra mundial, pesquisadores tentam desenvolver técnicas que permitam que os computadores atuem de maneira, cada vez mais semelhantes aos seres humanos. Com a união desses esforços foi formada uma Inteligência Artificial. A Inteligência Artificial é definida como um ramo da informática que auxilia o ser humano nas tarefas diárias e são capazes de desempenhar trabalhos normalmente associados ao comportamento humano, sem intervenção humana. Antes o computador era usado, apenas, para tarefas repetitivas e bem definidas, mas, hoje, serve como ferramenta de apoio, inclusive encontrando soluções inteligentes para os problemas, utilizando-se de uma base de conhecimentos sobre determinado assunto.

RESUMO
O sistema de apoio à decisão foi designado para auxiliar o profissional de saúde a tomar decisões clínicas, oferecendo-lhe suporte que irá ajudar no diagnóstico de enfermagem. Este sistema é dotado de inteligência artificial, que se alimenta através de um banco de dados, onde estão armazenadas informações provenientes de experiências anteriores. Basicamente, é composta de: denominação do problema, discriminação do problema, enumeração do tipo de paciente com maior chance de ter o problema, descrição da ação de enfermagem, indicações, contra-indicação, freqüência e limites da ação, referencias bibliográficas complementares e informações úteis para o atendimento do problema de enfermagem.
O campo da informática vem crescendo e tendo grande importância perante o meio científico e comercial, porém, nada poderá superar a capacidade humana e tudo o que é construído por ela, incluindo o relacionamento profissional/paciente. A enfermagem e a informática devem andar juntas, pois uma depende da outra.
Existem também outros programas, que ainda em estão em fase de elaboração e testes de validação. O Sistema de Apoio à Decisão em Assistência Pré-Natal Normal, por exemplo, vai sendo gerado, armazenando todas as informações provenientes de consultas, para fornecer ao profissional um acompanhamento da paciente durante todo o período gestacional. Este acompanhamento identifica sinais e sintomas de risco, solicita exames que julgar necessários, controla o ganho ponderal e crescimento fetal intra-útero além de gerar uma lista de diagnósticos, orientações às gestantes, recomendações e encaminhamentos acompanhados de lembretes e aconselhamentos. È um instrumento muito útil para o profissional de saúde.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
Ao mesmo tempo que é decifrada a inteligência humana, as pesquisas na área da informática buscam tornar o computador mais inteligente para auxiliar o homem. Embora já se saiba que a inteligência humana é uma função extremamente complexa, já se conhece o suficiente para fazer suposições sobre a forma de pensar humana. Esta forma de pensar é dividida em etapas e projetada em programas de computador para que ele consiga simular a atuação do ser humano. Desta forma, ficamos a pensar: até onde pode chegar a inteligência artificial? Cabe-nos esperar que, independente dos caminhos que a inteligência artificial sigam, eles sejam guiados pela ética e bom senso.





BÍBLIOGRAFIA.

 Marin, Heimar F. Informática em enfermagem. São Paulo: EPU, 1995,

APLICAÇÕES DA INFORMÁTICA NA ENFERMAGEM DANIELA DA ROSA


FIJ - FACULDADES INTEGRADAS
DE JACAREPAGUÁ .
CURSO DE ENFERMAGEM .
TRABALHO DE INFORMÁTICA / RESUMO
CAP.03
SISTEMAS DE INFORMAÇÃO HOSPITALAR
.

Acadêmicos:
Daniela da Rosa
Elisabete Alves
Elenice Campos
Gabriella Novaes
Lorena Palheiro
Paulo Afonso



Rio de Janeiro.2011




                                                                                                                                        III
A Informática na Enfermagem.
A informação na área de saúde é um dos principais, se não o principal recurso que o profissional precisa ter às mãos para exercer sua profissão com eficiência e qualidade .Ter ou não acesso à informação pode implicar ter ou não sucesso na aplicação de algum tratamento,algum cuidado que se está prestando ao paciente.
1.1 Aplicações da Informática na Enfermagem.
Desde o início das aplicações dos computadores na enfermagem,três áreas têm sido identificadas para fins de estudo: as aplicações na assistência e administração da prática de enfermagem, aplicações no ensino e aplicações na pesquisa em enfermagem.
Esta tendência permanece e de certa forma facilita quando da identificação de trabalhos científicos realizados e publicados.
A prática da informática em enfermagem inclui o desenvolvimento e avaliação de aplicativos,ferramentas, processos e estruturas que apoiam o enfermeiro na prática da profissão.
A informática em enfermagem , no que diz respeito ao conteúdo geral do corpo de conhecimento, possui diferenças marcantes, uma vez que é uma área cujo objeto de estudo é a informação,ou melhor, aquela que diz respeito e que irá sustentar a ação de enfermagem. Daí a necessidade de que alguns enfermeiros passem a se inteirar na área de informática.
Em resumo, a tarefa de informática na enfermagem é estudar a estrutura e o processamento da informação usada para a tomada de decisão e construir sistemas que suportam este processo ou que automatizam o processo. Quando o processamento puder ser automatizado, estaremos munidos de tecnologias que vão automaticamente transformar um estado de informação em outro e eu corpo de conhecimentos estará mais fortemente estruturado para apoiar o exercício da profissão (NCNR,1993).
1.1.1 Aplicações na assistência de enfermagem.
A essência da ação em enfermagem é a prestação de cuidado ao paciente. Ao longo de sua formação, o profissional de enfermagem é treinado para realizar o cuidado, orientando o paciente para atingir a recuperação e/ou para a manutenção do nível de bem-estar e de saúde. Vale porém observar que muito do que se conseguiu atingir em qualidade na prestação da assistência foi obtido com o emprego dos computadores, que por certo possuem maior capacidade para registrar, armazenar e organizar os dados manuseados em uma instituição qualquer de saúde.
A enfermagem não é uma profissão burocrática; ao contrário, é essencialmente prática. E,
para concretizar este aspecto, os computadores por certo são de grande valia. Somos nós, enfermeiros, os profissionais da equipe de saúde melhor preparados para prestar cuidado direto ao paciente. Assim sendo, somente teremos qualidade em atendimento à saúde quando este cuidado estiver sendo prestado por enfermeiros treinados e com conhecimento para o exercício da profissão.
O emprego dos computadores na prática de enfermagem nos auxilia ainda, se considerarmos que tal instrumento poderá nos trazer às mãos, em tempo real, toda e qualquer informação que necessitamos para o cumprimento da assistência.
No ambiente hospitalar, um dos grandes investimentos que está sendo feito pelos profissionais de enfermagem com relação ao uso de computadores na assistência é com relação à elaboração de planos de cuidados de enfermagem ao paciente.

1.1.2 A informática do ensino da enfermagem.
Como consequência, o papel do enfermeiro está mudando, novos desafios estão sendo incorporados, o processo de tomada de decisão exige uma maior reflexão e maior confiança na ação. Os profissionais que iniciam a carreira encaram, muitas vezes, nos hospitais, situações para as quais nem sempre as escolas fornecem preparo, mas que a vida profissional exige. E sabemos que, no mercado de trabalho,a competição e as melhores posições e oportunidades surgem para aqueles que melhor se encontram preparados.
Ao considerar o ensino de informática em enfermagem como o treinamento para o uso de computadores,o responsável deve fornecer aos educandos as indicações básicas para que saibam manipular e com isso tirar melhor proveito dos aplicativos desenvolvidos.
No entanto, acredita-se que este aspecto inicial do ensino de informática nas escolas de enfermagem, ou mesmo nas escolas da área de saúde, tenda a sofrer uma esperada mudança a partir do momento em que novas gerações ingressem nos cursos com conhecimentos prévios sobre a utilização dos computadores.
A expectativa básica é que os enfermeiros tenham conhecimento e competência para uso das tecnologias de informação disponíveis , necessárias para incrementar suas atividades assistenciais. De fato, no país, são poucas as escolas que fazem algum investimento neste sentido.
1.1.3 A informática na pesquisa em enfermagem
Na realização de pesquisas, encontramos no computador um agente facilitador único. Podemos usar os computadores para nos auxiliar desde nas consultas em bibliotecas até na própria editoração e diagramação final do trabalho de pesquisa a ser publicado.
Como ferramentas de auxilio na análise de dados, pode-se citar como exemplo alguns programas já desenvolvidos e que são comumente usados por muitos pesquisadores: o SAS-Statistical Analysis Software (programa de análise estatística),pode ser considerado um dos programas mais difundidos entre os centros de pesquisa nacionais e internacionais.
A enfermagem, enquanto profissão, precisa ter suas pesquisas atualmente mais voltadas
para a prática. Mais uma vez, ressalta-se a importância de voltar a atenção para os aspectos práticos da profissão e que as pesquisas realizadas tenham enfoque principal nesta área.
Nosso corpo de conhecimento não pode mais ser pautado por experiências empíricas. Temos ferramentas necessárias para definir e estruturar o conhecimento científico na enfermagem



.
1.2 Considerações Finais:
É importante a Conscientização dos profissionais de enfermagem na capacitação e utilização da informática no sentido de beneficiar o paciente, reduzir os custos e racionalizar o trabalho. É necessário o investimento e ensino aos profissionais e a disponibilidade e aceitação dos mesmos para que esse processo de mudança, não seja apenas uma etapa, para enfermagem mais um processo para beneficio da assistência e evolução do trabalho.
1.3 Referências Bibliográficas




•Informatica na enfermagem, ISBN: 9788512125107,Autor: Marin, Heimar F.Formato: 14 X 21 Edição: 1|1995.

APLICAÇÕES DA INFORMÁTICA NA ENFERMAGEM JOELMA

 

FIJ - FACULDADES INTEGRADAS
DE JACAREPAGUÁ .
CURSO DE ENFERMAGEM .
TRABALHO DE INFORMÁTICA / RESUMO.
AUTORES:
JOELMA PORTELLA DE OLIVEIRA. .
BRUNA LESSA GONÇALVES.
ROGÉRIO TEIXEIRA RAMOS .
EVELIN ROLLIM.
FERNANDA MORAIS.
CAROLINA GOMES DE SOUZA.
KARINE CRISTINA DA SILVA.
GIRLAN MACHADO MELO.








RIO DE JANEIRO.
2º SEMESTRE DE 2011.














“ Estamos na era da informação e quanto a isto não há chance de dúvidas.”
Heimar de Fátima Marin.
Aplicações da informática na Enfermagem
- Introdução
Atualmente, a utilização da informática na enfermagem destaca três áreas de importância. São elas: aplicações na assistência de Enfermagem, administração burocrática e aplicações no ensino e pesquisa.
A integração dessas áreas é um fator essencial para o aprimoramento e desenvolvimento profissional prático e científico, favorecendo o objetivo principal do enfermeiro, que é dar condições ao paciente de bem estar e saúde.
A prática da informática na Enfermagem inclui, dentre outros aspectos, o desenvolvimento e avaliação de aplicativos, ferramentas (estruturas que apoiam o enfermeiro na prática da profissão) e uma complexa colaboração multiprofissional envolvendo profissionais de saúde e profissionais da área de informática.
- Aplicações na Assistência de Enfermagem
Baseando-se no princípio de cuidado de Enfermagem, ao enfermeiro é delegada a orientação ao paciente com a finalidade de que esse possa se recuperar e ou manter sua qualidade de vida e saúde.
O cuidado com o paciente mistura-se com o trabalho administrativo da assistência. Esse processo engloba desde material, medicamentos até equipamentos, dentre eles o computador, o qual ampliou a capacidade de registros, armazenamento e organização de dados que facilitam o trabalho dentro de uma instituição de saúde.
Atualmente, com a humanização da assistência e uma visão holística do paciente, a Enfermagem tem, através do registro de dados, todo um histórico e evolução de sua clientela.
Ultimamente vários fatores tem influenciado no novo modelo da educação em enfermagem, principalmente o surgimento de novas descobertas na área da saúde e da ciência, um mercado de trabalho que requer mais especialização com mao de obra mais qualificada em enfermagem e a tendência em utilizar as tecnologias medicas para facilitar e aperfeiçoar o trabalho da enfermagem.
Porem isso requer que o enfermeiro se prepare melhor, encarando as mudanças que o mundo esta sofrendo e se adaptando a esse novo “jeito” de se trabalhar. Mas para que isso aconteça é necessário levar em consideração dois aspectos a serem abordados.
O primeiro é sobre o uso do computador como recurso didático e o segundo é sobre o uso de computadores.A informática em enfermagem é uma disciplina de caráter pratico, ao ensinar informática o professor devera fornecer aos alunos meios possíveis e condições básicas para que eles possam manipular e com isso aproveitar melhor os aplicativos desenvolvidos.
O importante no uso da informática na enfermagem é o atendimento pratico e quão próximo está da pratica de enfermagem o sistema em uso, ou em desenvolvimento, sendo assim o mesmo terá vida útil mais longa e servira para o ensino e também para assistência.
O que é relevante destacar é a frequente resistência entre os profissionais de enfermagem em relação ao uso de computadores , acredita-se que a causa seja o desconhecimento da ferramenta e também ao fato de que esses profissionais não tiveram contato com o computador na época de sua formação. Isso se deve ao fato de que muitas instituições não tem incluído o ensino de informática nos seus cursos de graduação e pós graduação. E as escolas que já incluíram estão ensinando como utilizar computadores e não utilizando os computadores para o ensino de enfermagem, mas acredita-se que esse aspecto inicial sofra uma mudança no momento em que novas gerações ingressem nos cursos com conhecimento prévio sobre o uso de computadores.
O desafio para os professores atualmente é se prepararem para orientar os alunos como usar os computadores para ensinar temas específicos de enfermagem e saúde e iniciar o desenvolvimento de sistemas em enfermagem, assim esses sistemas também servirão na realização de cursos de recapacitação dos profissionais da área da saúde.

Para maior facilidade os vários tipos de sistemas desenvolvidos na área de ensino se enquadram em uma das seguintes categorias, de acordo com as características que possuem. São elas:
¬¬_TUTORIAL: São sistemas que apresentam ao estudante um novo tema.
_SIMULAÇÃO: O sistema busca simular fatos ou situações da vida real.
O fator mais importante a ser observado é a qualidade do conhecimento que se encontra embutido em tais sistemas, mas cabe ao individuo responsável pelo desenvolvimento a qualidade de desempenho que os sistemas terão.
A informática em enfermagem consiste em estabelecer representações simbólicas da informação em enfermagem e definir o modelo dos sistemas computacionais que vão processar essas informações, sendo assim os profissionais de enfermagem deverão estar preparados para identificar a informação, documentar o cuidado, estabelecer níveis de prioridade nas ações, proteção, segurança e confiabilidade nos dados e garantir a privacidade dos pacientes. Sendo necessário que os enfermeiros tenham competência e conhecimento para o uso das tecnologias de informação disponíveis.
O computador se torna um agente facilitador em realizações de pesquisas, ele nos ajuda tanto nas realizações de pesquisas, quanto na editoração e diagramação final do trabalho a ser publicado.
Existem muitos sistemas e base de dados que nos prestam grande ajuda no armazenamento e consulta de variáveis de estudo e também na busca de outros trabalhos já publicados na área na qual se esta elaborando a pesquisa.
Podemos citar dois exemplos de programas já desenvolvidos e que são usados por muitos pesquisadores: o SAS – Statistical Analysis Software (programa de análise estatística) que fornece condições para realização de múltiplos e diferentes tipos de análises, possuindo uma relativa facilidade no manuseio; o EPI – INFO, produzido e divulgado pela organização Mundial de saúde, é também destinado ao tratamento de dados quantitativos; e o Ethnograph, que atende ao desenvolvimento de pesquisas na área qualitativa.
A enfermagem enquanto a profissão necessita de pesquisas, voltadas para a prática. Precisamos de conhecimento compatível com a época que estamos vivendo.
Temos ferramentas necessárias para definir e estruturar o conhecimento científico de enfermagem. Desta forma, o profissional de enfermagem têm à mão material suficiente para a realização de múltiplas pesquisas que contribuirão para o fortalecimento da profissão e das especialidades.
Vale ressaltar que seria de grande importância que esses sistemas fossem implantados nos hospitais e centros de atendimentos à Saúde que registrassem a informação e viabilizassem a sua recuperação. Nem sempre isso se torna possível e com isso ficamos sem instrumentos que nos auxiliem na entrevista com o paciente buscando obter informações necessárias que irão subsidiar a pesquisa.
O Computador também exerce importante papel de apoio em desenvolvimento de programas que auxiliam o pesquisadores na realização de entrevista. Tais sistemas podem servir para orientar o entrevistador. No caso também de pesquisas que envolvem valores e aspectos morais, o entrevistado pode ser direcionado diretamente para o programa do sistema sem necessitar da intervenção do pesquisador. Manter o entrevistado anônimo pode conferir maior segurança no fornecimento das respostas e assim obter um melhor resultado da pesquisa.







BIBLIOGRÁFIA :
Marin, Heimar de Fátima. Informática em Enfermagem / Heimar F. Marin. São Paulo: EPU, 1995. Pág. 1 – 21

SISTEMATIZAÇÃO DA INFORMATICA NA ENFERMAGEM.POR MICHELLE COUTINHO

 
CURSO DE GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM
TRABALHO DE INFORMATICA
ALINE CEZAR DA SILVA
BRENDA DA SILVA
ERICA CAMPOS
FRANCIELE MENDONÇA
MICHELLE COUTINHO
WLADIMIR CIRINO
CAMILA ROCHA
DAYANE HENRIQUE
RIO DE JANEIRO
1º SEMESTRE DE 2011
CURSO DE GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM
TRABALHO DE INFORMÁTICA
ALINE CEZAR DA SILVA
BRENDA DA SILVA
ERICA CAMPOS
FRANCIELE MENDONÇA
MICHELLE COUTINHO
WLADIMIR CIRINO
CAMILA ROCHA
DAYANE HENRIQUE

TRABALHO APRESENTADO PELOS
ALUNOS ACIMA CITADOS, EM CUMPRIMENTO
ÀS EXIGÊNCIAS PARA AVALIAÇÃO
DA DISCIPLINA DE INFORMÁTICA,
SOB A ORIENTAÇÃO DA PROFª.
BIANCA DARGAN
















RIO DE JANEIRO
1º SEMESTRE DE 2011
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO...................................................................................................................4
RESUMO.............................................................................................................................5
CONSIDERAÇÕES FINAIS................................................................................................8
REFERÊNCIAS....................................................................................................................9
INTRODUÇÃO






Trabalho realizado por todos componentes do grupo, trata-se de um resumo do livro INFORMÁTICA NA ENFERMAGEM do II Capitulo que o assunto fala sobre a SISTEMATIZAÇÃO DA INFORMATICA NA ENFERMAGEM. Ao lermos esse capitulo vimos qual é a importância de cada enfermeiro saber um pouco de informática, pois acaba sendo um diferencial entre os demais da área.






SISTEMATIZAÇÃO DA INFORMÁTICA NA ENFERMAGEM
(RESUMO)
O texto o qual realizaremos a leitura faz notório e ressalta a importância do enfermeiro não só na assistência para com o paciente, mas também nos assuntos administrativos e possuir conhecimento nas melhorias nos setores o que logo promoveria melhorias também diretamente ao paciente.
Destaca-se a relevância da informatização, mesmo que haja mudanças que resultem em ações satisfatórias para equipe.
Vemos que com novas implantações, existe a necessidade de treinamento para equipe, onde a mesma se sentirá hábil, confiante, evitando futuros transtornos, não haja insegurança.
Sabemos da dificuldade de moldar o comportamento humano, mas o texto mostra que o enfermeiro é mediador e o responsável pelos processos que envolvem mudanças no trabalho e rotina da equipe, ou seja, ele é o responsável pelas ações e atitudes dos membros de sua equipe e pela otimização e serviço prestado para promover o bem estar e recuperação do paciente.
A equipe de enfermagem atua diretamente com relação à recuperação do paciente, devido a maior permanência, logo se exige preparo profissional, um profissional atento.
Quanto ao processo de informatização, vemos que contribui de maneira significativa, nos processos de documentação dos procedimentos de enfermagem, o que dá clareza e acesso a outros setores, pois no hospital têm-se uma equipe multidisciplinar e com a informatização facilita outras equipes competentes à terem acesso às informações do paciente, tais como nutrição, farmácia, fisioterapia, entre outros.
Logo a enfermagem delegará a função burocrática a uma pessoa da equipe, pois a equipe deve sempre colocar em primeiro plano o cuidado para com o paciente e não a atividade burocrática.
Os profissionais de enfermagem obtêm oportunidades de crescimento profissional com a informatização hospitalar, podendo virar uma especialização, pois há no país alguns cursos de extensão universitária ou até pós-graduação na área de informática.
Vemos atualmente que o uso da tecnologia da informática é uma realidade em todas as áreas do conhecimento humano, onde na enfermagem; recorre-se a esta para incrementar a produtividade e a qualidade; para agregar e analisar as informações de importância para o desempenho eficiente de suas funções.
Com a informatização, deu-se um suporte para a facilidade de armazenamento de informações e documentos.
Logo, vemos a enfermagem com papel imprescindível no sistema de informatização, devido à atuação direta, ter as informações sobre-o paciente, oferece assistência integral, o que evidencia o importante papel do enfermeiro mediante a implantação dos sistemas de informação hospitalar.
Pois segundo SIMPSON (1992), se a enfermagem não participar diretamente do processo de informatização hospitalar, todas as instituição hospitalar sofre conseqüência, pois a mesma por possuir maiores informações a respeito do paciente e do sistema hospitalar por terem atuação direta, devem está envolvido desde o inicio da informatização hospitalar até a sua implantação, o que o favorece elaborar o fluxo de informações, por possuir o maior e mais próximo contato com o paciente.
Com isso, mediante a leitura percebemos que o enfermeiro é o ponto central da rede de trabalho, visando desde o paciente até os processos e métodos da promoção e prestação de cuidados.
Desta maneira o enfermeiro é comunicador, coordenador e intermediados, ou seja, ele passa informações, interage com a equipe multidisciplinar, coordena a equipe em relação ao atendimento prestado para o paciente e planeja métodos de promoção a saúde e bem estar do paciente, de maneira satisfatória para os membros da equipe.
Vislumbra-se então a grande importância da enfermagem não só nos cuidados para com o paciente, como também nos sistemas de gestão, informatização, o que oferece aos profissionais, novo campo de trabalho, nova especialização, onde ele irá atuar desde a promoção da saúde do paciente ao planejamento, sistematização, coordenação de equipe, informatização, entre outros.
Faz-se necessário ao enfermeiro, ao planejar implantar algum método, o treinamento para sua equipe, pois a implementação de novo método deve ser significativa e satisfatória para toda a equipe.
O enfermeiro em sua formação profissional desenvolve o saber em vários aspectos e com a informática têm facilidade de gerenciar e comunicação com as demais equipes, logo que a informática é uma realidade atual em todas as áreas de conhecimento.
Há profissionais na área de saúde, que não ficam ou demonstram estarem satisfeitos, perante a informatização, mesmo tendo o treinamento como recurso hábil, mas aqueles que dominam o conhecimento têm maiores chances de executarem ações com eficiência e maiores oportunidades profissionais.
Para uma rede hospitalar o acesso à informatização é um recurso de grande importância, pois com o grande fluxo de atendimento, facilita o armazenamento de informações, pois no sistema há toda a informação sobre o determinado paciente, desde sua data e hora de entrada ao hospital á medicamentos administrados para o mesmo; suponhamos um hospital com 200 atendimentos diários, no computador você digita o nome do paciente e todas as informações sobre o mesmo aparece e é disponibilizado, imagine isso realizado de forma manuscrita, e ter de procurar a informação de um paciente, dentre 200.
Vemos então a grande importância da enfermagem e que sua área de atuação não se restringe à beira do leito, que o enfermeiro pode planejar métodos que beneficia com eficiência não só o paciente, mas que contribua também para a gestão hospitalar.









CONSIDERAÇÕES FINAIS
Ao lermos esse capítulo vimos a importância de todos os enfermeiro saberem um pouco de informática, pois auxilia o melhor atendimento de seu paciente e até mesmo ajuda no trabalho da equipe por um todo.











REFERÊNCIAS
HEIMARS.MARIN – INFORMATICA EM INFERMAGEM

A QUALIDADE NA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM E INFORMÁTICA POR CARINA EUGENIA

FIJ- Faculdades Integradas de Jacarepaguá
Curso de Enfermagem – 4º período
Informática em Enfermagem:
A qualidade na Assistência de Enfermagem e Informática
Adriana Costa;
Aline Galdino;
Carina Eugenia Fontes da Rosa
Gabriel Monteiro;
Sabrina Marques



Resumo apresentado como complementação de aprendizado e avaliação da matéria estipulada na disciplina de Informática do curso de Enfermagem das FIJ ministrada pela Prof.ª Bianca Dargan, essencial para conclusão da mesma.



Rio de Janeiro
2011

"Seja você quem for, seja qual for a posição social que você tenha na vida, a mais alta ou a mais baixa, tenha sempre como meta muita força, muita determinação e sempre faça tudo com muito amor e com muita fé em Deus, que um dia você chega lá. De alguma maneira você chega lá."
Ayrton Senna




Introdução: O texto a seguir trata se de um resumo sobre a importância da informatização na assistência da Enfermagem. Abordamos sobre a diferença e agilidade no atendimento ao paciente, desde os primórdios do cuidado até sua total recuperação. Como a informática pode colaborar para um melhor planejamento nos cuidados a serem aplicados através de levantamentos minuciosos sobre o paciente fortalecendo o vinculo entre ele e o profissional.
Deparando com a realidade dos hospitais em sua maioria os de origem pública e unidades de saúde, visualiza se as dificuldades que os profissionais da área de saúde como um todo têm encontrado para garantir sucesso no atendimento e tratamento dos pacientes. Tal fato se dá pela falta de dados essenciais que ajudariam no diagnóstico e planejamento da assistência a ser tomado com o indivíduo. A qualidade no atendimento está em déficit, pois os profissionais precisam ter competência para medir e avaliar a efetividade daquilo que executam, ou seja, saber identificar o paciente, o cuidado prestado e o resultado obtido a fim de cruzar informações úteis para aqueles responsáveis á assistência, ou seja, o enfermeiro.
Para isso, o enfermeiro precisa ter controle sobre as informações prestadas pelo paciente ou acompanhante, daí a importância de ser fazer uma boa anamnese item fundamental para a criação do plano de cuidados a serem abordados.
Mas estas informações necessitem de serem processadas de forma segura para não se perderem no decorrer do tratamento, e uma forma de garantir seria a implementação da informatização no ambiente hospitalar ou unidade de saúde.
A informatização dos dados favorece em maior controle do atendimento prestado e desempenho da equipe, visando uma forma mais individualizada respeitando a particularidade de cada paciente. Estes aspectos contribuem para uma discursão aprimorada sobre o caso clínico analisando condutas utilizadas, mudança e melhoria em algumas abordagens. Porém isto não se trata de um fato isolado, precisa haver um melhor entrosamento entre as equipes multidisciplinares.
Melhorar o desempenho da equipe de enfermagem depende da colaboração de cada membro, pois o cuidado não é prestado por um único profissional, e lembrar sempre que um trabalho não executado ou mal executado pode prejudicar não só o paciente, mas também um colega da equipe, pois a responsabilidade é de todos.
A informática entra no quesito de infraestrutura básica para avaliação da qualidade do atendimento e sua melhoria. Os enfermeiros precisam estar preparados para o mercado da nova era digital, e precisam ter habilidades e conhecimentos necessários para atender a demanda da qualidade da assistência em enfermagem. Saber obter informações sobre o paciente que seja importante para o planejamento do cuidado, interagir com outros profissionais da área da saúde a fim de levantar dados que também possam contribuir para a assistência de forma complementar usando vias de tecnologia de informação apropriada para documentar e apoiar na incrementação da avaliação da assistência da enfermagem. Exemplos necessários são estes: dados do paciente, planejamento dos cuidados a serem executada, opinião do paciente sobre as medidas tomadas, anotações de prontuário, relatórios de incidentes, avaliação da equipe entre outras.
Através do sistema de informatização (SI) a avaliação sore a qualidade fica muito mais simplificada.
Contudo, para o SI auxiliar na avaliação é ideal que se tenha paradigmas pré-estabelecidos como terminologia e planos de saúde padronizados. Seguindo estes padrões será possível avaliar a qualidade da assistência baseando em informações mais precisas.
Um campo que deve ser fixado no SI é a opinião do paciente expressando seu grau de satisfação com relação aos cuidados recebidos, tal referencia serve de analise para um melhor desempenho dos profissionais e também buscando meios necessários para promover o cuidado de acordo com as preferencias do paciente, pois lembrando que cada paciente é único, apesar de às vezes apresentarem patologias similares, certas terapêuticas podem ser bons em uns e outros nem tanto.
Estas propostas e pesquisas relacionadas a entender os desejos e anseios do paciente para melhor conduta sabem se que em sua grande maioria encontra se totalmente fora da nossa realidade, apenas temos esta visão para um futuro que pensamos estar muito a nossa frente. Criar expectativas e planos em um ambiente hospitalar cuja maior parte do tempo nós nos deparamos com a falta de equipamentos básicos para manutenção de vida, falta de medicações e outros suportes nós faz pensar que o SI é apenas mais um recurso aplicado somente em instituições com grande suporte financeiro. Todavia, sabe se também que os “profissionais” da enfermagem não estão se dedicando a sua profissão assim como condiz o juramento prestado ao concluir o curso. A grande qualidade que podemos oferecer está nas dependências de nosso suor, trabalho e dedicação ao profissionalismo de nossas crenças, pois quando cremos investimos mais. Embora existam muitos pontos a serem resolvidos, a maioria deles cabe somente a nós em solucionar. Abdicar nossos erros, corrigir nossas falhas e buscar recuperar recursos para atingir patamar, nos valorizaram e nos colocaram como profissionais essenciais e uma população com níveis de saúde satisfatória. Fazer o que nos foi dado como dever, pois a enfermagem possui grande peso, se não for o primórdio, da recuperação e da reintegração do paciente. Valorizando a profissão e executando um atendimento com qualidade.
Conclusão: O processo de enfermagem tem como uma das suas principais características o exame físico e anamnese onde nós realizamos a Sistematização de Assistência em Enfermagem (SAE), que engloba a junção e execução das etapas dos instrumentos propedêuticos importantes para identificar, planejar e tratar do paciente de forma adequada. O diferencial no atendimento prestado ao paciente, sem duvida não se limita apenas no ambiente e recursos disponíveis da unidade e sim em também o profissional estar apto e capacitado para solucionar possíveis barreiras que encontra neste trajeto. Uma forma de em conjunto com o paciente e outros profissionais da saúde sanar este problema, seria a implementação do SI na unidade, pois com ele poderia cruzar informações baseando se nos dados obtidos buscar um tratamento mais adequado a cada paciente. Uma melhor interação da equipe multidisciplinar pode levar um atendimento diferenciado e de qualidade aos pacientes. Nós enfermeiro devemos priorizar este SI, para um melhor controle da situação, saber como está sendo procedido o tratamento, se obtém bons resultados ou se em casos negativos fazer alterações do tratamento visando sempre o bem estar de nossos pacientes. A união do SAE e SI são o diferencial, o “auge” do tratamento que com certeza se respeitados e obedecidos são sinônimos de sucesso no atendimento com qualidade. Deparando-se com profissionais não capacitados e despreparados para por em prática os sistemas, encontram-se dificuldades em se obter sucesso nos processos, culpar somente o governo pela falta de recurso não justifica a nossa falta de capacitação e desinteresse em oferecer um bom atendimento aos nossos pacientes. Sabemos das dificuldades encontradas nas unidades, mas não podemos desanimar e deixar a qualidade do nosso trabalho decair. Sabe se também que existem aqueles “profissionais” que atuam na área sem ao menos gostarem do que estão fazendo e infelizmente para estes, na enfermagem, se não houver amor e interesse pela profissão, além das dificuldades do dia a dia comum da rotina, a estes apareceram outras mais e que acabaram atrapalhando não só a este profissional, mas também a todo equipe, pois o cuidado é responsabilidade de todos. Para garantir o sucesso e para que isto possa vir acontecer, o profissional da enfermagem deve estar apto e além de tudo ter “consciência” da importância de seguir cuidadosamente as etapas pré-estabelecidas e não ver o SI como um tabu, e sim, como uma ferramenta que veio auxiliar o trabalho, trazendo agilidade, comodidade e mais segurança ao paciente. Uma equipe bem preparada e bem dirigida é indicativa de sucesso e seguindo uma filosofia de base, a equipe é capaz de devolver o paciente para o meio externo de forma mais rápida e mais eficaz. Este sucesso tem grande peso na equipe da enfermagem, mas não só a enfermagem tem esta responsabilidade, para um bom desenvolvimento do sistema, deve haver uma forte interação multidisciplinar, cada um dentro da sua área, mas, com um único foco, trazer bem estar ao paciente e levar uma melhor qualidade de vida. Daí vem à importância de se anotar tudo que for feito com o paciente, e não deixar passar despercebido nada, mesmo que seja rotulada sem importância, pois para o outro profissional que irá ler o prontuário pode fazer uma grande diferença na conduta que ele irá tomar, como tratamentos terapêuticos, evolução, medicações e entre outros, pois facilita o trabalho da enfermagem na hora de planejar quais os cuidados serão necessários á cada paciente aplicando uma conduta mais voltada á necessidade do caso. Mas para que tal fato possa acontecer da maneira correta e satisfatória, é necessário conhecer bem a equipe, ter interação entre os membros e mais afetividade pelos pacientes, e dispor de tempo e um espaço próprio sem muito tumulto e barulho para o planejamento dos casos. Coisas que são expectativas para os profissionais do futuro...
E deixo aqui duas frases para reflexão, pois somos capazes de tudo, mesmo que esteja fora do nosso alcance, pois com dedicação e empenho mesmo sem muitos recursos, nós enfermeiros conseguimos fazer muito por nossos pacientes, e a gratificação em ver um sorriso por ter ajudado uma vida não tem preço.






“O que se opõe ao descuido e ao descaso é o cuidado. Cuidar é mais que um ato; é uma atitude. Portanto, abrange mais que um momento de atenção. Representa uma atitude de ocupação, preocupação, de responsabilização e de envolvimento afetivo com o outro.”
Leonardo Boff



“Aquilo que se faz por amor está sempre além do bem e do mal.”
Friedrich Nietzsche







Referencia bibliográfica:
MARIN, Heimar F. A Qualidade na Assistência de Enfermagem e a Informática: In: _. Informática em enfermagem. São Paulo: Pedagógica e Universitária, 1995. Cap. 5, p. 89-93.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

A ANATOMIA E FISIOLOGIA DO INTESTINO DELGADO

A ANATOMIA E FISIOLOGIA DO INTESTINO DELGADO



O intestino delgado é uma maravilha de complexidade e eficiênca. A sua função básica é a digestão e a absorção dos componentes dietéticos, uma vez que eles tenham deixado o estômago. Este processo depende de diversos fatores estruturais, fisiológicos, endócrinos e químicos. As secreções exócrinas provenientes do fígado e do pâncreas possibilitam a digestão de alimentos. A área superficial aumentada da mu-cosa do intestino delgado, então, absorve estes nutrientes. Além da sua função na digestão e na absorção, o intestino delgado é o maior órgão endócrino no corpo e é um dos mais importantes órgãos da função imune. Dado este papel essencial e à sua complexidade, é de se surpreender que as doenças do intestino delgado não sejam mais freqüentes. Neste capítulo, a anatomia e a fisiologia normais do intestino delgado são descritas, assim como os processos patológicos que envolvem o intestino delgado, o que inclui a obstrução, as doenças inflamatórias, as neoplasias, a doença diverticular e outros problemas diversos.
EMBRIOLOGIA
O intestino primitivo é formado durante a quarta semana de gestação fetal humana. A camada endodérmica dá origem ao revestimento epitelial do trato digestivo, e o mesoderma esplâncnico que envolve o endoderma dá origem ao tecido conjuntivo muscular e a todas as camadas do intestino.
Exceto pelo duodeno, que é uma estrutura do intestino anterior primitivo, o intestino delgado deriva do intestino médio.
Durante a quinta semana de desenvolvimento fetal, quando o comprimento intestinal está aumentando rapidamente, ocorre a herniação do intestino médio através do umbigo.
Esta alça de intestino médio apresenta tanto um ramo cranial quanto um caudal, com o ramo cranial se desenvolvendo no duodeno distal, jejuno e íleo proximal, e o ramo caudal tornando-se o íleo distal e os dois terços proximais do cólon transverso.
A junção dos ramos craniais e caudais se dá onde o ducto vitelínico se une ao saco vitelínico. Esta estrutura do ducto normalmente se oblitera antes do nascimento; no entanto, ela pode persistir como o divertículo de Meckel, em aproximadamente 2% da população.
Esta herniação do intestino médio persiste até aproximadamente dez semanas de gestação fetal, quando o intestino retorna à cavidade abdominal. Após completar uma rotação de 270 graus, a partir do seu ponto de início, o jejuno proximal reentra o abdome e ocupa o lado esquerdo do abdome, com alças subseqüentes ficando mais à direita. O ceco entra mais tardiamente e está localizado temporariamente no quadrante superior direito; no entanto, com o passar do tempo, ele desce para a sua posição normal no quadrante inferior direito. As anomalias congênitas de má-rotação e fixação intestinal podem ocorrer durante este processo.
O intestino delgado primitivo é revestido por uma bainha de células cubóides até aproximadamente a nona semana de gestação, quando os vilos começam a formar-se no intestino proximal e então prosseguem de um modo caudal, até que a totalidade do intestino delgado, e até mesmo o cólon, por um curto período de tempo, sejam revestidos por estas projeções digitiformes. A formação de criptas começa na 10-a até a 12-a semanas de gestação.
A camada de criptas do intestino delgado é um sítio contínuo de renovação e proliferação celulares.
Conforme as células ascendem no eixo criptas-vilos, a proliferação cessa e as células se diferenciam em um dos seus quatro tipos principais: enterócitos absortivos, que compõem aproximadamente 95% da população celular intestinal; células em cálice; células de Paneth e células enteroendócrinas
As células eventualmente são expelidas para dentro do lúmen intestinal. Surpreendentemente, todo este processo de renovação completa do revestimento intestinal ocorre em menos de uma semana em humanos.
ANATOMIA
Anatomia Macroscópica Descrição Geral
Todo o intestino delgado, que se estende do piloro até o ceco, mede 270 a 290 cm, com o comprimento duodenal sendo estimado em aproximadamente 20 cm, o comprimento jejunal em 100 a 110 cm e o comprimento ileal em 150 a 160 cm. O jejuno começa no ângulo duodenojejunal, que é ancorado por uma dobra peritoneal conhecida como o ligamento de Treitz.
Não há nenhuma linha demarcatória óbvia entre o jejuno e o íleo; no entanto, o jejuno é comumente considerado como sendo composto dos dois quintos proximais do intestino delgado e o íleo compõe os três quintos restantes. O jejuno apresenta uma circunferência um pouco maior, é mais espesso do que o íleo e pode ser identificado durante a operação examinando-se os vasos mesentéricos:
No jejuno, apenas uma ou duas arcadas enviam vasos retos longos, para a borda mesentérica, enquanto o suprimento sangüíneo para o íleo pode ter quatro ou cinco arcadas em separado, com vasos retos mais curtos. A mucosa do intestino delgado é caracterizada por dobras transversas (plicas circulares), que são proeminentes no duodeno distal e no jejuno.
Suprimento Neurovascular-Linfático
O intestino delgado é servido por ricos suprimentos vasculares, neurais e linfáticos, todos atravessando o mesentério. A base do mesentério se insere na parede abdominal posterior à esquerda da segunda vértebra lombar e passa obliquamente para a direita e inferiormente para a articulação sacroilíaca direita. O suprimento sangüíneo do intestino delgado, exceto pelo duodeno proximal que é irrigado pelos ramos do eixo celíaco, provém inteiramente da artéria mesentérica superior.
A artéria mesentérica superior faz um trajeto anterior ao processo uncinado do pâncreas e a terceira porção do duodeno, onde ele se divide para irrigar
  1. o pâncreas,
  2. o duodeno distal,
  3. todo o intestino delgado
  4. o cólon ascendente e o transverso.
Há um suprimento sangüíneo colateral abundante para o intestino delgado, fornecido pelas arcadas vasculares que fazem um trajeto pelo mesentério. A drenagem venosa do intestino delgado faz um paralelo com o suprimento arterial, com o sangue drenando para a veia mesentérica superior, que se une à veia esplênica, por trás do colo do pâncreas, para formar a veia porta.
A inervação do intestino delgado é proporcionada pelas divisões parasssimpáticas e simpáticas do sistema nervoso autônomo, que, por sua vez, fornece os nervos eferentes para o intestino delgado.
As fibras parassimpáticas são derivadas do vago, e elas atravessam o gânglio celíaco e afetam a secreção, a motilidade e, provavelmente, todas as fases da atividade intestinal. As fibras aferentes vagais estão presentes, mas aparentemente não carreiam impulsos dolorosos.
As fibras simpáticas provêm de três grupos de nervos esplâncnicos e têm as suas células ganglionares em geral em um plexo ao redor da base da artéria mesentérica superior. Os impulsos motores afetam a motilidade do vaso sangüíneo e, provavelmente, a secreção e a motilidade intestinais. A dor proveniente do intestino é mediada por fibras aferentes viscerais gerais no sistema simpático.
Os linfáticos do intestino delgado são encontrados nos principais depósitos de tecido linfático, particularmente nas placas de Peyer do intestino delgado distal. A drenagem linfática prossegue da mucosa através da parede do intestino até um grupo de linfonodos adjacentes ao intestino no mesentério. A drenagem continua até um grupo de linfonodos regionais adjacentes às arcadas arteriais mesentéricas e então para um grupo na base dos vasos mesentéricos superiores. A partir de lá, a linfa flui para dentro da cisterna chyli e, então, até os ductos torácicos até, por fim, esvaziarem-se no sistema venoso localizado no pescoço.
A drenagem linfática do intestino delgado constitui uma das principais vias de transporte de lipídios absorvidos para dentro da circulação e, da mesma forma, exerce um papel importante na defesa imune e também na disseminação das células provenientes dos cânceres intestinais.
Anatomia Microscópica
A parede do intestino delgado consiste de quatro camadas: serosa, muscular própria, submucosa e mucosa.

A serosa é a camada mais externa do intestino delgado e consiste num peritônio visceral, uma única camada de células mesoepiteliais achatadas que circundam o jejunoíleo e a superfície anterior do duodeno.
A muscular própria consiste em duas camadas musculares, uma camada longitudinal externa e uma camada circular interna, mais espessa, de músculo liso. As células gangliona-res provenientes dos plexos mioentéricos (Auerbach) estão interpostas às camadas musculares e enviam fibras neurais para ambas as camadas, desta forma fornecendo uma continuidade elétrica entre as células de músculo liso e permitindo a condução através da camada muscular.
A submucosa consiste numa camada de tecido conjuntivo fibroelástico contendo vasos sangüíneos e nervos. Ela é o componente mais resistente da parede intestinal e, portanto, precisa ser incluída nas suturas anastomóticas. Ela contém redes elaboradas de linfáticos, arteríolas e vênulas e um extenso plexo de células ganglionares (plexo de Meissner). Os nervos provenientes das camadas musculares mucosas/submucosas são interconectados por pequenas fibras nervosas, e foram descritas conexões cruzadas entre os elementos adrenérgicos e colinérgicos.
A mucosa pode ser dividida em três camadas: a muscular da mucosa, a lâmina própria e a camada epitelial.
A muscular da mucosa é uma camada fina de músculo que separa a mucosa da submucosa.
A lâmina própria é uma camada de tecido conjuntivo entre as células epiteliais e a muscular da mucosa que contém uma variedade de células, incluindo plasmócitos, linfócitos, mastócitos, eosinófilos, macrófagos, fibroblastos, células musculares lisas e tecido conjuntivo não-celular.
A lâmina própria, a base na qual as células epiteliais se apoiam, atua como um papel protetor no intestino para combater os microorganismos que penetram no epitélio sobrejacente, secundariamente a um rico suprimento de células imunes. Os plasmócitos sintetizam ativamente as imunoglobulinas e outras células imunes na lâmina própria e liberam vários mediadores (ex., citocinas, metabólitos do ácido araquidônico e histaminas) que podem modular diversas funções celulares do epitélio sobrejacente.
A camada epitelial é uma bainha contínua de células epiteliais que cobrem os vilos e revestem as criptas. As principais funções do epitélio da cripta são a renovação celular e a secreção exócrina, endócrina, de água e de íons; as principais funções do epitélio viloso são a digestão e a absorção. Existem quatro tipos celulares principais na camada mucosa:
  • (1) as células em cálice, que secretam muco;
  • (2) as células de Paneth, que secretam lisozima, o fator de necrose tumoral (TNF) e as criptidinas, que são homólogas das defensinas dos leucócitos e supostamente estão relacionadas com o sistema de defesa do hospedeiro;
  • (3) os enterócitos absortivos;
  • (4) as células enteroendócrinas, das quais existem mais de 10 populações distintas que produzem os hormônios gastrintestinais.
Microscopicamente, a mucosa é projetada para uma área absortiva máxima com os vilos fazendo protrusão para dentro do lúmen. Os vilos são mais altos no duodeno distal e no jejuno proximal, e mais curtos no íleo distal. Os enterócitos absortivos representam o principal tipo celular na mucosa e são responsáveis pela digestão e absorção. As suas superfícies luminais são recobertas por microvilos que repousam sobre uma teia terminal. Os microvilos aumentam a capacidade absortiva em 30 vezes. Para aumentar ainda mais a absorção, os microvilos são recobertos por uma capa peluda de glicoproteínas, o glicocálix.
FISIOLOGIA
Digestão e Absorção
O complexo processo de digestão e eventual absorção de nutrientes, água, eletrólitos e minerais é o principal papel do intestino delgado.7 Litros de água e centenas de gramas de alimentos são liberados ao intestino delgado diariamente; e, com notável eficiência, quase todo o alimento é absorvido, exceto pela celulose indigerível. O estômago inicia o processo de digestão com a degradação dos sólidos até partículas de 1 mm, ou menos, que então são liberados para o duodeno, onde as enzimas pancreáticas, a bile e as enzimas da borda em escova continuam o processo de digestão e eventual absorção através da parede do intestino delgado.8 O intestino delgado é primariamente responsável pela absorção dos componentes dietéticos (carboidratos, proteínas e gorduras), assim como de íons, vitaminas e água.
Carboidratos
Um adulto que consome uma dieta ocidental normal ingerirá 300 a 350 g de carboidratos por dia, com aproximadamente 50% consumidos como amido, 30% como sacarose, 6% como lactose e o restante como maltose, trehalose, glicose, frutose, sorbitol, celulose e pectinas.*11 O amido dietético é um polissacarídeo que consiste de longas cadeias de moléculas de glicose (Fig. 46-6). A amilose compõe aproximadamente 20% do amido na dieta e é degradada nas ligações a-1,4 pelas amilases salivares (ex., ptialina) e pancreáticas que convertem a amilose a maltotriose e maltose. A amilopectina, que compõe aproximadamente 80% do amido dietético, apresenta pontos de ramificação a cada 25 moléculas ao longo das cadeias de glicose longas; as ligações de glicose a-1,6 na amilopectixia produz os produtos terminais da digestão da amilase: maltose, maltotriose e os sacarídios em ramos residuais, as dextrinas. Em geral, os amidos são quase que completamente convertidos a maltose e a outros polímeros de glicose pequenos antes de terem passado além do duodeno e do jejuno superior. O restante da digestão dos carboidratos ocorre como resultado das enzimas da borda em escova da superfície luminal.
A borda em escova do intestino delgado contém as enzimas lactase, maltase, sacarose-isomaltase e trehalase, que dividem os dissacarídios, assim como outros polímeros da glicose pequenos nos seus monossacarídeos componentes.
A lactase hidrolisa a lactose em glicose e galactose. A maltase hidrolisa a maltose para produzir monômeros de glicose. A sacarose-isomaltase possui duas subunidades da mesma molécula; a sucrose hidrolisa a sacarose para fornecer glicose e frutose e a isomaltase hidrolisa as ligações a-1,6 em dextrinas a-limite para fornecer glicose. A glicose representa mais de 80% dos produtos finais da digestão dos carboidratos com a galactose e a frutose, geralmente representando não mais do que 10% dos produtos da digestão de carboidratos.
Os carboidratos são absorvidos sob a forma de monossacarídeos. O transporte das hexoses liberadas (glicose, galactose e frutose) é executado por mecanismos específicos que envolvem um transporte ativo. As principais vias de absorção são três mecanismos carreadores de membrana, o transportador de glicose e sódio 1 (SGLT-1), o transportador de glicose 5 (GLUT-5), e o transportador de glicose 2 (GLUT-2).
A glicose e a galactose são absorvidas por um mecanismo de transporte ativo mediado por carreadores que envolve o co-transporte de Na+ (transportador SGLT-1). Conforme o Na+ difunde-se para dentro da célula, ela puxa a glicose ou a galactose com ele, desta forma proporcionando energia para o transporte do monossacarídio. A saída da glicose do citosol para o espaço intracelular predominantemente se deve a um carreador independente do Na+ (transportador de GLUT-2), localizado na membrana basolateral. A frutose, o outro monossacarídeo importante, é absorvido do lúmen intestinal através de um processo de difusão facilitado. O carreador envolvido na absorção da frutose é o GLUT-5, que está localizado na membrana apical do enterócito. Este processo de transporte não depende do Na+, ou de energia. A frutose sai da membrana basolateral por outro processo de difusão facilitada que envolve o transportador GLUT-2.
Proteína
A digestão de proteína é iniciada no estômago, onde o ácido gástrico desnatura as proteínas. A digestão é continuada no intestino delgado, onde a proteína fica em contato com as proteases pancreáticas. O tripsinogênio pancreático é secretado no intestino pelo pâncreas em uma forma inativa, porém fica ativado pela enzima enteroquinase, uma enzima da borda em escova no duodeno. A tripsina ativada então ativa as demais enzimas precursoras proteolíticas pancreáticas. As endopeptidases, que incluem a tripsina, a quimiotripsina e a elastase, agem nas ligações peptídias no interior da molécula de proteína, produzindo peptídios que são substratos para as exopeptidases (carboxipeptidases), que removem serialmente um único aminoácido da extremidade carboxil do peptídio.
Isto resulta na divisão das proteínas complexas em dipeptídios, triglicerídeos e algumas proteínas maiores, que são absorvidas a partir do lúmen intestinal através de um mecanismo de transporte ativo mediado pelo Na+ e digerido ainda mais pelas enzimas na borda em escova e no citoplasma dos enterócitos:
Estas enzimas peptidases incluem as aminopeptidases, e várias dipeptidases, que dividem o restante dos polipeptídios maiores em tripeptídios e dipeptídios e em alguns aminoácidos. Os aminoácidos, dipeptídios e tripeptídios são facilmente transportados através dos microvilos para dentro das células epiteliais onde, no citosol, peptidases adicionais hidrolizam os dipeptídios e os tripeptídios em aminoácidos isolados, que então passam através da membrana celular epitelial para o sistema venoso porta. Em geral, nos humanos normais, a digestão e a absorção das proteínas estão 80% a 50% completas no jejuno.
Gorduras
Emulsificação das Gorduras
A maioria dos adultos na América do Norte consome 60 a 100 g/dia de gordura. Os triglicerídeos, as gorduras mais abundantes, são compostos de um glicerol, um núcleo e três ácidos graxos; pequenas quantidades de fosfolipídeos, colesterol e ésteres de colesterol também são encontrados na dieta normal. Essencialmente toda a digestão de gorduras ocorre no intestino delgado, onde o primeiro passo é a degradação dos glóbulos gordurosos em tamanhos menores, de modo a facilitar uma degradação adicional pelas enzimas digestivas hidrossolúveis, um processo chamado emulsificação. Este processo é facilitado pela bile proveniente do fígado que contém sais biliares e a lecitina fosfolipídia. As partes polares dos sais biliares e das moléculas de lecitina são solúveis em água, enquanto as porções restantes são solúveis em gorduras. Portanto, as porções Jipossolúveis dissolvem a camada superficial dos glóbulos de gordura, e as porções polares, projetando-se para fora, são solúveis nos líquidos aquosos circunjacentes. Este arranjo torna os glóbulos de gordura mais acessíveis à fragmentação pela agitação no intestino delgado. Portanto, uma das principais funções dos sais biliares e, especialmente da lecitina na bile, é permitir que os glóbulos gordurosos sejam prontamente fragmentados pela agitação do lúmen intestinal. Com o aumento na área superficial dos glóbulos de gordura resultando da ação dos sais biliares e da lecitina, as gorduras agora podem ser rapidamente atacadas pela lipase pancreática, a enzima mais crucial na digestão dos triglicerídeos, que divide os triglicerídeos em ácidos graxos livres e 2-monoglicerídeos.
Formação de Micelas
A digestão de gorduras é ainda mais acelerada pelos sais biliares, que, secundariamente a sua natureza antipática, podem formar micelas. As micelas são pequenos glóbulos esféricos compostos de 20 a 40 moléculas de sais biliares com um núcleo esterol que é altamente lipossolúvel e um grupo polar hidrofílico que se projeta para fora. As micelas mistas então formadas são arranjadas de tal modo que o lipídio insolúvel seja rodeado pelos sais biliares orientados com as suas extremidades de frente para a parte de fora. Portanto, tão rapidamente quanto os monoglicerídeos e os ácidos graxos livres são formados pela lipólise, eles se dissolvem na porção hidrofóbica central das micelas, que então agem para carrear estes produtos da hidrólise das gorduras para as bordas em escova das células epiteliais, onde ocorre a absorção.
Processamento Intracelular
Os monoglicerídeos e os ácidos graxos livres, que são dissolvidos na porção lipídica central das micelas de ácidos biliares, são absorvidos através da borda em escova devido a sua natureza altamente lipossolúvel e simplesmente difundem-se para o interior da célula.
Após a desagregação das micelas, os sais biliares permanecem dentro do lúmen intestinal para penetrarem dentro da formação de novas micelas e agem para carrear mais monoglicerídeos e ácidos graxos para as células epiteliais. Os ácidos graxos liberados e os monoglicerídeos na célula formam-se de novo em novos triglicerídeos. Esta nova formação de um triglicerídeo ocorre na célula através das interações das enzimas intracelulares que estão associadas ao retículo endoplasmático. A principal via para a ressíntese envolve a síntese de triglicerídeos, a partir de 2-monoglicerídeos e os ácidos graxos ativados pela coenzima A (CoA). A lipase microssomal acyl-CoA é necessária para a síntese de acyl-CoA, a partir do ácido graxo antes da esterificação. Estes triglicerídeos reconstituídos então combinam-se com o colesterol, os fosfolipídios e as apoproteínas para formarem quilomícrons que consistem em um núcleo interno contendo triglicerídeos e um núcleo membranoso externo de fosfolipídios e apoproteínas. Os quilomícrons passam das células epiteliais para as lacteais, onde eles passam através dos linfáticos para dentro do sistema venoso. Cerca de 80% a 90% de toda a gordura absorvida o é a partir do intestino e transportada para o sangue por meio da linfa torácica sob a forma de quilomícrons. Pequenas quantidades de ácidos graxos de cadeia curta e média podem ser absorvidas diretamente para dentro do sangue portal, em vez de serem convertidos em triglicerídeos e absorvidos pelos linfáticos. Estes ácidos graxos de cadeia mais curta são mais hidrossolúveis, o que permite a sua difusão direta para dentro da corrente sangüínea. A Fig. 46-8 resume o processo de digestão e absorção de gorduras.
Circulação Êntero-hepática
O intestino proximal absorve a maior parte da gordura dietética. Apesar dos ácidos graxos não-conjugados serem absorvidos dentro do jejuno por difusão passiva, os ácidos graxos conjugados que formam micelas são absorvidos no íleo por transporte ativo e são reabsorvidos a partir do íleo distal. Os ácidos biliares então passam via sistema venoso porta para o fígado para a ressecção como bile. O pool total de sais biliares em humanos é de 2 a 3 g, e ele recircula aproximadamente seis vezes a cada 24 horas (a circulação ênterohepática dos sais biliares).91013 Quase todos os sais biliares são absorvidos, com apenas aproximadamente 0,5 g perdida nas fezes diariamente; isto é substituído pela ressíntese a partir do colesterol.
Água, Eletrólitos e Vitaminas
Oito a 10 litros de água por dia entram no intestino delgado. Grande parte dela é absorvida, com apenas aproximadamente 500 ml, ou menos, deixando o íleo e entrando no cólon89 (Fig. 46-9).
A água pode ser absorvida pelo processo de difusão simples. Além disso, a água pode ser puxada para dentro e para fora da célula através de um processo de pressão osmótica, resultante do transporte ativo de sódio, glicose ou aminoácidos para dentro das células.
Os eletrólitos podem ser absorvidos no intestino delgado pelo transporte ativo ou pelo acoplamento ao soluto orgânica q j^a+ e absoj^do pelo transporte ativo através das membranas basolaterais. O Cl~ é absorvido na parte superior do intestino delgado por um processo de difusão passiva. Grandes quantidades de HCO~3 precisam ser reabsorvidas, e isto é obtido de modo indireto. Conforme o Na+ é absorvido, o H+ é secretado dentro do lúmen do intestino. Ele então combina-se com o HC03~, para formar ácido carbônico, que então dissocia-se para formar água e dióxido de carbono. A água permanece no quimo, mas o dióxido de carbono é logo absorvido no sangue e é expirado. O cálcio é absorvido, particularmente no intestino proximal (duodeno e jejuno), por um processo de transporte ativo; a absorção parece ser facilitada por um ambiente ácido e é intensificada pela vitamina D e pelo hormônio da paratireóide. O ferro é absorvido como heme, ou componente não-heme, no duodeno por um processo ativo. O ferro então é depositado dentro da célula como ferritina, ou é transferida para a ligação plasmática para a transferrina. A absorção total do ferro é dependente das reservas corporais de ferro e da velocidade da eritropoiese; qualquer aumento na eritropoiese aumenta a absorção do ferro. O potássio, o magnésio, o fosfato e outros íons podem ser absorvidos ativamente através da mucosa.
As vitaminas são lipossolúveis (ex., A, D, E e K) ou hidrossolúveis (ex., ácido ascórbico [vitamina C], biotina, ácido nicotínico, ácido fólico, riboflavina, tiamina, piridoxina [vitamina B6] e cobalamina [vitamina Bi2]).910,16 As vitaminas lipossolúveis são carreadas em micelas mistas e transportadas em quilomícrons de linfa para dentro do ducto torácico e para dentro do sistema venoso. A absorção das vitaminas hidrossolúveis parece ser mais complexa do que originalmente se supunha. A vitamina C é absorvida por um processo de transporte ativo que incorpora um mecanismo acoplado ao sódio, assim como um sistema carreador específico. A vitamina B6 parece ser rapidamente absorvida pela difusão simples para dentro do intestino proximal. A tiamina (vitamina Bx) é rapidamente absorvida no jejuno por um transporte ativo similar ao do sistema de transporte acoplado ao sódio para a vitamina C. A riboflavina (vitamina B5) é absorvida pelo intestino superior pelo transporte facilitado. A absorção da vitamina B12 ocorre primariamente no íleo terminal. A vitamina B!2 é derivada da cobalamina, que é liberada do duodeno pelas proteases pancreáticas. A cobalamina liga-se ao fator intrínseco, que é secretado pelo estômago, e é protegido da digestão proteolítica. Os receptores específicos no íleo terminal captam o complexo fator intrinseco-cobalamina, provavelmente por translocação. No enterócito ileal, a vitamina B12 livre é ligada a um pool ileal de transcobalamina n, que a transporta para dentro da circulação porta.
MOTILIDADE
As partículas alimentares são propelidas através do intestino delgado por uma série complexa de contrações musculares A peristalse consiste em contrações intestinais que passam aboralmente a uma velocidade de 1 a 2 cm/s. A principal função da peristalse é o movimento do quimo intestinal através do intestino. Os padrões de motilidade no intestino delgado variam grandemente entre os estados alimentares e de jejum. Os potenciais de marca-passo, que supostamente originam-se do duodeno, iniciam uma série de contrações no estado alimentar que impulsionam o alimento através do intestino delgado. Durante o período interdigestivo (jejum) entre as refeições, o intestino é regularmente varrido pelas contrações cíclicas que se movimentam aboralmente ao longo do intestino a cada 75 a 90 minutos. Essas contrações são iniciadas pelo complexo mioelétrico migratório (CMM), que está sob o controle de vias neurais e humorais. Os nervos extrínsecos para o intestino delgado são vagais e simpáticos. As fibras vagais têm dois efeitos funcionalmente diferentes: um é colinérgico e excitatório e o outro é peptidérgico e provavelmente inibitório. A atividade simpática inibe a função motora, enquanto a atividade parassimpática estimula-a. Apesar de se saber que os hormônios intestinais afetam a motilidade do intestino delgado, o único peptídio que claramente mostrou funcionar com este papel é a motilina, que é encontrada no seu nível plasmático de pico durante a fase IH (surtos intensos de atividades mioelétricas resultando em contrações regulares e de alta amplitude) de CMMs.
FUNÇÃO ENDÓCRINA
Hormônios Gastrintestinais
Os hormônios gastrintestinais são distribuídos ao longo do comprimento do intestino delgado em um padrão espacial específico. De fato, o intestino delgado é o maior órgão endócrino no corpo.
Apesar de freqüentemente serem classificados como hormônios, esses agentes nem sempre funcionam de uma maneira verdadeiramente endócrina (ex., descarga na corrente sangüínea, onde uma ação é produzida em um local a distância):
Algumas vezes, estes peptídeos são liberados e agem localmente de uma maneira parácrina ou autócrina. Além disso, estes peptídios podem servir como neurotransmissores (ex., peptídio intestinal vasoativo). Os hormônios gastrintestinais exercem um papel importante na secreção pancreaticobiliar e intestinal e na motilidade. Além disso, certos hormônios gastrintestinais exercem um efeito trófico sobre a mucosa intestinal e o pâncreas normais e neoplásicos.
A localização, os principais estimulantes da liberação e os efeitos primários dos hormônios gastrintestinais mais importantes são resumidos na Tabela 46-3.
Além disso, os empregos diagnósticos e terapêuticos dos hormônios gastrintestinais são listados abaixo:
Receptores
Os hormônios gastrintestinais interagem com os seus receptores na superfície celular para iniciar uma cascata de eventos sinalizadores que eventualmente culminam nos seus efeitos fisiológicos. Estes hormônios primariamente sinalizam através dos receptores acoplados à proteína G que atravessam a membrana plasmática sete vezes e representam o maior grupo de receptores encontrados no corpo. As proteínas G heteroméricas, que são compostas de subunidades α, β e γ são os interruptores moleculares para a transdução do sinal. Acredita-se que a ligação do agonista ao receptor de domínio transmembrana sete causa uma alteração conformacional no receptor que permite que ele interaja com as proteínas G. Os segundos mensageiros intracelulares que podem então ser ativados incluem o monofosfato cíclico de adenosina, Ca2+, monofosfato cíclico de guanosina e fosfato de inositol.
Além dos hormônios gastrintestinais, numerosos outros peptídeos e fatores de crescimento estão localizados na mucosa gastrintestinal, inclusive o fator de crescimento epidérmico, os fatores α e β transformadores do crescimento, o fator de crescimento semelhante à insulina, o fator de crescimento do fibroblasto e o fator de crescimento derivado da plaqueta.
Estes peptídeos exercem um papel no crescimento e na diferenciação celular e agem através dos receptores da tirosina-quinase, que tem um único domínio envolvendo a membrana.
Uma terceira classe de receptores de superfície, os receptores ligados aos canais iônicos, são encontrados com mais freqüência nas células da linhagem neuronal, e em geral ligam neurotransmissores específicos.
Exemplos incluem receptores para os neurotransmissores excitatórios (acetilcolina e serotonina) e neurotransmissores inibitórios (ácido y-aminobutírico, glicina). Estes receptores sofrem uma modificação conformacional na ligação do mediador, o que permite a passagem dos íons através da membrana celular e resulta em modificações na voltagem do potencial.
FUNÇÃO IMUNE
Durante o curso de um dia normal, ingerimos numerosas bactérias, parasitas e vírus. As grandes áreas de superfície da mucosa do intestino delgado representam um grande portal em potencial de entrada para estes patógenos; o intestino delgado serve como uma grande barreira imunológica, além do seu importante papel na digestão e na função endócrina. Como resultado da exposição antigênica constante, o intestino possui células linfóides abundantes (p. ex., linfócito T e B) e células mielóides (macrófagos, neutrófllos, eosinófilos e mastócitos). Para lidar com a constante inundação de toxinas e antígenos em potencial, o intestino evoluiu em um mecanismo altamente organizado e eficiente para o processamento antigênico, imunidade humoral e imunidade celular.
O tecido linfóide associado ao intestino está localizado em três áreas: nas placas de Peyer, nas células linfóides da lâmina própria e nos linfócitos intra-epiteliais.
As placas de Peyer são nódulos linfáticos não-encapsulados que constituem um ramo aferente do tecido linfóide associado ao intestino que reconhece antígenos através de um mecanismo especializado de amostragem das células das microdobras (M) contidas no epitélio associado ao folículo:
Os antígenos que obtêm acesso às placas de Peyer ativam e estimulam as células B e T nestes locais. As células M recobrem os folículos linfóides no trato gastrintestinal e fornecem um sítio para a amostragem seletiva dos antígenos intraluminais. Os linfócitos ativados a partir dos folículos linfóides então deixam o trato intestinal e migram para dentro dos linfáticos aferentes que drenam para os linfonodos mesentéricos. Além do mais, estas células migram para a lamina própria. Os linfócitos B tornam-se linfoblastos carreadores da imunoglobulina de superfície (Ig) A, que desempenha uma função criticamente importante na imunidade mucosa.
Os linfócitos B e os plasmócitos, os linfócitos T, os macrófagos, as células dendríticas, os eosinófilos e os mastócitos estão dispersos, ao longo do tecido conjuntivo da lamina própria. Aproximadamente 60% das células linfóides são células T.
Estes linfócitos T são um grupo heterogêneo de células e podem se diferenciar em um dos diversos tipos de células T eferentes. As células efetoras T citotóxicas danificam diretamente as células-alvo. As células T-helper são células efetoras que ajudam a mediar a indução de outras células T, ou a indução de células B para produzirem anticorpos humorais. As células T-supressoras desempenham exatamente a função oposta. Aproximadamente 40% das células linfóides na lâmina própria são células B, que são primariamente derivadas dos precursores nas placas de Peyer. Estas células B e a sua progênie, os plasmócitos, enfocam-se predominantemente na síntese da IgA e, em menor grau, na síntese da IgM, da IgG e da IgE.
Os linfócitos intra-epiteliais estão localizados no espaço entre as células epiteliais que revestem a superfície mucosa e encontram-se próximas à membrana basal. Suspeita-se que a maior parte dos linfócitos intra-epiteliais sejam células T. Na ativação, os linfócitos intra-epiteliais podem adquirir uma função citolítica que pode contribuir para a morte da célula epitelial pela apoptose. Estas células podem ser importantes na imunovigilância contra as células epiteliais anormais.
Conforme já foi declarado, um dos principais mecanismos imunes protetores para o trato intestinal é a síntese e a secreção de IgA. O intestino contém mais de 70% das células produtoras de IgA no corpo. O IgA é produzido pelos plasmócitos na lâmina própria e é secretado no intestino, onde ele pode ligar-se a antígenos na superfície mucosa. O anticorpo IgA atravessa a célula epitelial para o lúmen por meio de um carreador protéico (o componente secretório) que não apenas transporta o IgA mas também protege-o contra os lisossomas intracelulares. O IgA não ativa o complemento e não intensifica a opsonização mediada por células ou a destruição dos organismos infecciosos ou dos antígenos, o que contrasta agudamente com o papel de outras imunoglobulinas. O IgA secretório inibe a aderência das bactérias às células epiteliais e previne a sua colonização e multiplicação. Além disso, o IgA secretório neutraliza as toxinas bacterianas e a atividade viral, e bloqueia a absorção dos antígenos a partir do intestino.
MISODOR, 13 09 2009
BIBLIOGRAFIA:
  1. SABISTON - TRATADO DE CIRURGIA, 17 -a edição,Editura Elsevier, 2006 Volume II, pp. 1323 - 1554
  2. NACIF, Marcelo Souto et al. Análise retrospectiva do trânsito do delgado em um serviço de radiologia de hospital geral. Radiol Bras [online]. 2004, vol.37, n.3 [cited 2009-09-14], pp. 179-183 . Available from: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-39842004000300008&lng=en&nrm=iso>. ISSN 0100-3984. doi: 10.1590/S0100-39842004000300008.
  3. Carolina F.: Anatomia do estômago, intestinos delgado e grosso

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Fisiologia sistema digestório





Fisiologia – Sistema Digestório

O sistema ou aparelho digestivo (também chamado sistema digestório) é o sistema que, nos animais, é responsável por obter dos alimentos ingeridos os
nutrientes necessários às diferentes funções do organismo, como crescimento, energia para reprodução, locomoção, etc. É composto por um conjunto de órgãos
que têm por função a realização da digestão.
O tubo digestivo apresenta as seguintes regiões; boca, faringe, esôfago, estômago, intestino delgado, intestino grosso e ânus. A parede do tubo
digestivo tem a mesma estrutura da boca ao ânus, sendo formada por quatro camadas: mucosa, submucosa, muscular e adventícia.
Os dentes e a língua preparam o alimento para a digestão, por meio da mastigação, os dentes reduzem os alimentos em pequenos pedaços, misturando-os a
saliva, o que irá facilitar a futura ação das enzimas. A língua movimenta o alimento empurrando-o em direção a garganta, para que seja engolido. Na superfície da
língua existem dezenas de papilas gustativas, cujas células sensoriais percebem os quatro sabores primários: doce, azedo, salgado e amargo.
A presença de alimento na boca, como sua visão e cheiro, estimula as glândulas salivares a secretar saliva, que contém a enzima amilase salivar ou ptialina, além
de sais e outras substâncias.
Saliva e Peristaltismo
A amilase salivar digere o amido e outros polissacarídeos (como o glicogênio), reduzindo-os em moléculas de maltose (dissacarídeo). Os sais, na saliva,
neutralizam substâncias ácidas e mantêm, na boca, um pH levemente ácido (6, 7), ideal para a ação da ptialina. O alimento, que se transforma em bolo alimentar, é
empurrado pela língua para o fundo da faringe, sendo encaminhado para o esôfago, impulsionado pelas ondas peristálticas, levando entre 5 e 10 segundos para
percorrer o esôfago. Através do peristaltismo, você pode ficar de cabeça para baixo e, mesmo assim, seu alimento chegará ao intestino. Entra em ação um
mecanismo para fechar a laringe, evitando que o alimento penetre nas vias respiratórias. Quando a cárdia (anel muscular, esfíncter) se relaxa, permite a passagem
do alimento para o interior do estômago.
Estômago e Suco gástrico
No estômago, o alimento é misturado com a secreção estomacal, o suco gástrico (solução rica em ácido clorídrico e em enzimas).
A pepsina decompõem as proteínas em peptídeos pequenos. A renina, produzida em grande quantidade no estômago de recém-nascidos, separa o leite em
frações líquidas e sólidas.
Apesar de estarem protegidas por uma densa camada de muco, as células da mucosa estomacal são continuamente lesadas e mortas pela ação do
suco gástrico. Por isso, a mucosa está sempre sendo regenerada. Estima-se que nossa superfície estomacal seja totalmente reconstituída a cada três dias. O
estômago produz cerca de três litros de suco gástrico por dia. O alimento pode permanecer no estômago por até quatro horas ou mais e se mistura ao suco
gástrico auxiliado pelas contrações da musculatura estomacal. O bolo alimentar transforma-se em uma massa acidificada e semilíquida, o quimo.
Passando por um esfíncter muscular (o piloro), o quimo vai sendo, aos poucos, liberado no intestino delgado, onde ocorre a parte mais importante da digestão.
Hormônios
Durante a digestão, são produzidos certos hormônios essenciais ao processo digestivo. No estômago, ocorre a formação de gastrina, hormônio cuja
função é estimular a produção de ácido clorídrico. Já no intestino, ocorre a produção de três hormônios essenciais ao processo digestivo. A secretina atua sobre o
pâncreas, estimulando a liberação de bicarbonato, enquanto que o hormônio colecistoquinina estimula a liberação de bile pela vesícula biliar e a liberação de
enzimas pelo pâncreas. Por fim, o hormônio enterogastrona atua sobre o estômago, inibindo o peristaltismo estomacal.
Intestino delgado, Suco pancreático e Bile
O intestino delgado é um tubo com pouco mais de 6 m de comprimento por 4cm de diâmetro e pode ser dividido em três regiões: duodeno (cerca de 25
cm), jejuno (cerca de 5 m) e íleo (cerca de 1,5 cm).
A digestão do quimo ocorre predominantemente no duodeno e nas primeiras porções do jejuno. No duodeno atua também o suco pancreático, produzido
pelo pâncreas, que contêm diversas enzimas digestivas. Outra secreção que atua no duodeno é a bile, produzida no fígado e armazenada na vesícula biliar. O
pH da bile oscila entre 8,0 e 8,5. Os sais biliares têm ação detergente, emulsificando ou emulsionando as gorduras (fragmentando suas gotas em milhares de
microgotículas). O suco pancreático, produzido pelo pâncreas, contém água, enzimas e grandes quantidades de bicarbonato de sódio. O pH do suco
pancreático oscila entre 8,5 e 9. Sua secreção digestiva é responsável pela hidrólise da maioria das moléculas de alimento, como carboidratos, proteínas,
gorduras e ácidos nucléicos. A mucosa do intestino delgado secreta o suco entérico, solução rica em enzimas e de pH aproximadamente neutro. No suco
entérico há enzimas que dão seqüência à hidrólise das proteínas.
No intestino, as contrações rítmicas e os movimentos peristálticos das paredes musculares, movimentam o quimo, ao mesmo tempo em que este é
atacado pela bile, enzimas e outras secreções, sendo transformado em quilo.
Observe na tabela a seguir, as principais enzimas envolvidas no processo digestivo:
Suco digestivo Enzima pH ótimo Substrato Produtos




Saliva Ptialina neutro polissacarídeos maltose




Suco gástrico Pepsina ácido proteínas oligopeptídeos




Suco pancreático




Quimiotripsina




Tripsina




Amilopepsina




Rnase




Dnase




Lipase




alcalino
alcalino
alcalino
alcalino
alcalino
alcalino
proteínas
proteínas
polissacarídeos
RNA
DNA
lipídeos
peptídeos
peptídeos
maltose
ribonucleotídeos
desoxirribonucleotídeos
glicerol e ácidos graxos
Suco intestinal ou entérico
Carboxipeptidase
Aminopeptidase
Dipeptidase
Maltase
Sacarase
Lactase
alcalino
alcalino
alcalino
alcalino
alcalino
alcalino
oligopeptídeos
oligopeptídeos
dipeptídeos
maltose
sacarose
lactose
aminoácidos
aminoácidos
aminoácidos
glicose
glicose e frutose
glicose e galactose
Absorção de nutrientes no intestino delgado
O álcool etílico, alguns sais e a água podem ser absorvidos diretamente no estômago. A maioria dos nutrientes é absorvida pela mucosa do intestino
delgado, de onde passam para a corrente sanguínea.
Aminoácidos e açúcares atravessam as células do revestimento intestinal e passam para o sangue, que se encarrega de distribuí-los a todas as células
do corpo. O glicerol e os ácidos graxos resultantes da digestão de lipídios são absorvidos pelas células intestinais, onde são convertidos em lipídios e agrupados,
formando pequenos grãos, que são secretados nos vasos linfáticos das vilosidades intestinais, atingindo a corrente sanguínea.
Depois de uma refeição rica em gorduras, o sangue fica com aparência leitosa, devido ao grande número de gotículas de lipídios. Após uma refeição
rica em açúcares, a glicose em excesso presente no sangue é absorvida pelas células hepáticas e transformada em glicogênio e sendo convertida em glicose
novamente assim que a taxa de glicose no sangue cai.
Intestino grosso
É o local de absorção de água, tanto a ingerida quanto a das secreções digestivas. Uma pessoa bebe cerca de 1,5 litros de líquidos por dia, que se
une a 8 ou 9 litros de água das secreções. Glândulas da mucosa do intestino grosso secretam muco, que lubrifica as fezes, facilitando seu trânsito e eliminação
pelo ânus. Mede cerca de 1,5 m de comprimento e divide-se em ceco, cólon ascendente, cólon transverso, cólon descendente, cólon sigmóide e reto. A saída do
reto chama-se ânus e é fechada por um músculo que o rodeia, o esfíncter anal.
Numerosas bactérias vivem em mutualismo no intestino grosso. Seu trabalho consiste em dissolver os restos alimentícios não assimiláveis, reforçar o
movimento intestinal e proteger o organismo contra bactérias estranhas, geradoras de enfermidades.
As fibras vegetais, principalmente a celulose, não são digeridas nem absorvidas, contribuindo com porcentagem significativa da massa fecal. Como
retêm água, sua presença torna as fezes macias e fáceis de serem eliminadas.
O intestino grosso não possui vilosidades nem secreta sucos digestivos, normalmente só absorve água, em quantidade bastante consideráveis. Como
o intestino grosso absorve muita água, o conteúdo intestinal se condensa até formar detritos inúteis. A distensão provocada pela presença de fezes estimula
terminações nervosas do reto, permitindo a expulsão de fezes, processo denominado defecação.